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Dívida do Cartão: Como Sair e Nunca Mais Voltar

Dívida do Cartão: Como Sair e Nunca Mais Voltar

30/12/2025 - 16:22
Maryella Faratro
Dívida do Cartão: Como Sair e Nunca Mais Voltar

No Brasil, o endividamento atinge níveis alarmantes, com 78,9% das famílias endividadas em dezembro de 2025.

Isso representa um recorde histórico, segundo dados da CNC, e reflete uma crise financeira que afeta milhões.

O valor total das dívidas soma impressionantes R$ 509 bilhões, criando um peso enorme na economia familiar.

Neste artigo, vamos explorar como sair dessa situação e construir um futuro mais seguro.

O Cenário Atual do Endividamento no Brasil

Os números são chocantes e mostram a extensão do problema.

Mais de 80 milhões de brasileiros estão endividados, com uma média de R$ 6,3 mil por pessoa.

A inadimplência atinge 29,4% das famílias, um sinal de dificuldade persistente.

O cartão de crédito é o principal vilão, representando 85,1% das dívidas ativas.

Esse comprometimento consome quase 30% da renda familiar, limitando o poder de compra.

Os juros altos, especialmente no rotativo do cartão, agravam ainda mais a situação.

Por Que o Cartão de Crédito Virou Vilão?

As causas do endividamento estão enraizadas em hábitos e condições econômicas.

Muitas pessoas usam o cartão como complemento de renda para despesas básicas.

Isso ocorre porque contas como luz e alimentação ficaram mais caras com a inflação.

Outro fator crítico são os juros altíssimos do rotativo, que chegam a 90,1% ao ano.

  • Uso do cartão para cobrir gastos correntes.
  • Alta da Selic em 2025, tornando o crédito mais caro.
  • Falta de planejamento orçamentário nas famílias.
  • Ciclo vicioso de dívidas com juros compostos.

Esse cenário cria uma "bola de neve" financeira difícil de controlar.

As faixas de baixa renda são as mais afetadas, pois qualquer desequilíbrio leva ao endividamento.

Perfil dos Endividados: Quem São e Como Vivem?

Compreender quem está endividado ajuda a direcionar soluções.

Os dados mostram que 33,6% dos inadimplentes têm entre 26 e 40 anos.

As mulheres representam 50,5% desse grupo, indicando uma vulnerabilidade específica.

A região de São Paulo, por exemplo, tem 20% das famílias com contas atrasadas.

  • Faixa etária predominante: 26-40 anos.
  • Gênero: 50,5% mulheres, 49,5% homens.
  • Renda: Maior impacto em até 3 salários mínimos.
  • Prazo médio de dívidas: 7 meses.

Essas estatísticas destacam a necessidade de ações focadas em grupos específicos.

O comprometimento da renda com dívidas impede investimentos em educação e saúde.

Passos Práticos Para Sair da Dívida

Sair da dívida exige disciplina e estratégias claras.

O primeiro passo é cortar gastos supérfluos para liberar recursos.

Isso pode liberar de 10% a 30% da renda para quitar obrigações.

Renegociar as dívidas com bancos é essencial, usando plataformas como Serasa.

  • Negocie com instituições financeiras para reduzir juros.
  • Use o 13º salário ou férias para abater dívidas prioritárias.
  • Aplique a regra 50-30-20 no orçamento: 50% essenciais, 30% desejos, 20% poupança/dívidas.
  • Evite o rotativo do cartão e migre para opções mais baratas, como consignado.

Essas ações ajudam a reduzir o comprometimento de 29,5% da renda.

Apps de controle financeiro podem auxiliar no monitoramento diário.

Priorize dívidas com prazos curtos, como as que vencem em 3 meses.

Hábitos Financeiros Para Nunca Mais Voltar

Prevenir o retorno ao endividamento é tão importante quanto sair dele.

Crie uma reserva de emergência para cobrir imprevistos sem usar crédito.

Isso evita recorrer ao cartão em momentos de crise.

Adote um planejamento mensal rigoroso, revisando gastos regularmente.

  • Estabeleça metas de poupança de curto e longo prazo.
  • Use apenas o cartão de crédito para compras planejadas e pagas integralmente.
  • Invista em educação financeira para tomar decisões mais informadas.
  • Monitore a taxa Selic, pois sua redução pode facilitar a quitação de dívidas.

Esses hábitos fortalecem a saúde financeira a longo prazo.

Lembre-se de que evitar juros compostos é chave para a liberdade.

Perspectivas Para 2026: Esperança e Cautela

As projeções para 2026 trazem um misto de otimismo e alerta.

Economistas como Fabio Bentes da CNC projetam uma queda na inadimplência no primeiro trimestre.

Isso se deve à expectativa de redução da taxa Selic, que pode aliviar os juros.

No entanto, riscos persistem, especialmente para famílias de baixa renda.

  • Queda projetada para 29,3% em janeiro de 2026.
  • Persistência do cartão como principal causa de dívidas.
  • Contraste entre inflação baixa e aperto familiar no dia a dia.
  • Necessidade de políticas públicas para apoio financeiro.

Flávio Ataliba da FGV ressalta que o cartão é usado por mais de 90% nas dívidas.

Portanto, a vigilância continua sendo essencial mesmo com melhoras econômicas.

Essa combinação de esperança e cautela deve guiar as decisões pessoais.

Ao adotar as estratégias discutidas, é possível transformar essa crise em oportunidade.

Lembre-se de que cada passo conta na jornada rumo à estabilidade financeira.

Maryella Faratro

Sobre o Autor: Maryella Faratro

Maryella Faratro